CAPITULO 6
Até que enfim eu recebi alta e estava 100% recuperada. Deus é tão maravilhoso que o prazo de 60 dias que o médico havia me dado foi encurtado para 45 dias. Quando eu fui fazer a primeira radiografia para ver como estava indo a cicatrização e os pontos, o médico se surpreendeu a ver que todos os pontos já haviam fechado e a cicatrização havia sido excelente. Sendo assim ele me deu alta antes do tempo previsto. O que fez com que eu saísse imensamente feliz de seu consultório. No caminho para casa Bia ligou para a Bruna que não conteve sua felicidade e nos convidou para almoçar em sua casa. Disse que o convite era de sua mãe. Aceitamos! Embora fosse dia de semana, Luan estava no Rio de Janeiro e só voltaria a noite. Então fiquei tranquila de ir até lá, sabia que não o encontraria. - Depois do dia em que nos beijamos e as meninas "pegaram a gente no flagra" eu e ele temos nos evitado ao máximo. Fica bastante desconfortável quando acabamos nos esbarrando seja no condomínio ou em sua casa, já que agora eu frequento com mais frequência graças a sua irmã.
Se fosse pra gente viajar na sexta, vocês conseguiriam?
Na sexta? Não está muito em cima? - Bia indagou.
Claro que não! Hoje é terça ainda.
Por mim... Pode ser - Bruna topou.
Eu preciso falar com meu pai primeiro. Esqueceu que eu me comprometi a ajudar ele até eu ir embora? - Bia dizia sobre a gente mudar os planos da viagem.
É só uma semana! Eu falo com o Tio Beto!
Se ele concordar, tudo bem. - Disse encerrando o assunto.
Meninas, o almoço está pronto! - Tia Mari nos avisou e fomos junto a ela para a sala de jantar.
Me contem, porque estão eufóricas?
Mãe você não percebeu nada de diferente na Camila?
Não! Estava tão concentrada na cozinha que nem reparei. Oque aconteceu?
Eu fui ao Médico tia, e tirei a botinha. Não vou mais precisar usar! Estou recuperada. Meus pontos estão todos cicatrizadas! - Eu disse empolgada.
Olha que bênção Camila! Que felicidade!
E por esse motivo, estamos indo para Miami na sexta! - Bruna contou eufórica.
Mas já? Vocês não iriam daqui há um mês, ou mais?
Sim tia. A gente ia quando a Camila tirasse a botinha. Mas ela já tirou, então já vamos!
Eu acho que está muito em cima para vocês irem para lá, não precisa ir com tanta pressa.
Relaxa mãe! Já está tudo resolvido. As passagens já estão até reservadas.
Verdade tia! Já está tudo certo! E eu já até mandei mensagem para o meu pai. Ele vai nos buscar no aeroporto!
Vocês são terríveis!!! - Ela disse e sorriu simpática. Eu adorava a Tia Mari. Ela era tão simples, tão carinhosa... Queria que a minha mãe fosse metade do que ela é.
Mãe, cheguei!
Aqui na cozinha filho. - Gelei quando ouvi a voz do Luan.
Boa Tarde meninas. - Boa tarde. Respondemos juntas, o que me fez respirar aliviada. Clube da Luluzinha hoje?
Reunião de princesas irmão.
Huuum, entendi!
Senta para almoçar com a gente filho.
Pra já! - Luan lavou as mãos no lavabo ao lado e se sentou conosco, em uma cadeia a minha frente. Começaram a conversar, perguntar como havia sido a semana, os shows, a gravação que ele fez hoje é eu me mantive calada.
Ah filho, sabe qual a novidade? A Camila tirou a tala. Já está recuperada.
Olha, que notícia boa! Fico feliz por você. - Ele disse me encarando.
Eu agradeço! Também fiquei aliviada. - Sorri pequeno.
Tia, o almoço está uma delícia mas, eu preciso ir para casa agora.
Mas já? Está cedo. Nem comeu a sobremesa ainda.
Nada de sobremesa. Preciso emagrecer. Chega de moleza! 45 dias só comendo e dormindo! Já estou com umas gordurinhas localizadas que precisa sumir!
Onde menina? Deixa de história. Você está ótima. - Ela dizia enquanto me analisava.
A fisioterapia ajudou um pouco. Se não eu já estaria roliça e sem nenhuma roupa. - Dei de ombros.
Deixa disso! O importante é ter saúde e ser feliz!
Sou feliz magrinha! - Disse brincando. Bia, passa lá antes de ir embora.
Tá, eu passo!
Tchau tia, tchau meninas, tchau Luan. - Me despedi acenando para todos. Pequei minha bolsa e fui rumo a porta. Quando estava chegando lembrei do meu celular que tinha ficado em cima da mesa.
Desculpa! - Esbarrei logo em quem?
Você esqueceu seu celular - Ele disse, estava perto de mais para o meu gosto.
Obrigada, eu estava voltando para buscar. - Eu disse me afastando um pouco.
Eu queria conversar com você... - Ele se aproximou novamente.
Agora eu não posso!
Para de fugir de mim.
Não dá, eu tenho que ir! - Sai correndo da sua casa e atravessei entrando logo em seguida na minha. Entrei e fechei a porta respirando ofegante.
Será? Não! Para com isso Camila. Isso não pode acontecer!
Espantei meus pensamentos e subi para o meu quarto. Liguei para o Gustavo, gerente da agência aqui de Alphaville e perguntei se ele havia conseguido emitir as passagens, fui informada que estava tudo ok é mandei mensagem confirmando tudo com as meninas e passando todas as informações de horário e número do vôo para meu pai.
...
Os dias passaram rápidos, na quinta-feira Boa me mandou uma mensagem dizendo que havia tido um imprevisto, seu pai estava doente. Ela não poderia se ausentar naquela semana, teria que ficar para tomar conta dos negócios de seu pai enquanto ele não se recuperava. Lamentei, mas fazer o que? Ele precisava dela! Liguei para Bruna que também desanimou. Ela disse que até iria comigo, mas o intuito da viagem era a gente fazer uma despedida para Bia e encher ela de mimos. Não teria graça a gente viajar sem ela. Então combinei que eu iria na frente e pediria para Gustavo adiar a passagem delas, e assim que o Tio Beto estivesse melhor elas me encontrariam lá. E então ficou acordado assim.
Meu voo partiria de Campinas as 11 horas da manhã. Levantei por volta das 6 horas, tomei um banho, me arrumei e desci com as minhas malas e minha bolsa. Zefa já havia arrumado meu café, eu havia dito para ela que eu sairia bem cedinho, e que não se preocupasse, comeria alguma coisa no aeroporto. Mas ela fez questão de montar uma mesa especial para mim. Nos dias de semana Zefa era a minha única companhia naquela casa. Ela me animava e fazia todas as minhas vontades. Eu A considerava mais minha mãe do que a minha própria mãe! Ainda era 7 horas e eu levaria cerca de uma hora até chegar no aeroporto. Então tomei meu café com calma. Convidei Zefa para se sentar comigo e mesmo contra a vontade dela, acabou cedendo e tomando café comigo. Chorei alegando que sentiria muitas saudades dela e de sua comida maravilhosa. E ela me fez prometer que não ia fazer nenhuma loucura nos Estados Unidos. Que eu iria me alimentar bem e que teria bastante juízo. Eu prometi que ficaria tudo bem e que ligaria sempre para ela. Enquanto terminamos nosso café, chamei um uber. Não demorou para que ele chegasse, ligaram da portaria confirmando o nome do motorista, modelo e placa e liberaram a entrada do rapaz. Zefa estava do lado de fora aguardando ele parar junto comigo. Ele estacionou, e eu solicitei que ele abrisse o porta malas, o motorista guardou minhas malas enquanto eu me despedia mais uma vez de Zefa. Escutei alguém gritar pelo meu nome quando vi, ele já estava do meu lado.
Então você vai mesmo?
Eu preciso!
Posso pelo menos te dar um abraço?
Tudo bem, vai. - Cedi ao seu pedido.
Amigos?
Vou pensar no seu caso!
Já é um bom começo. - Deu de ombros.
Boa viagem, espero que dê tudo certo lá!
Obrigada! Espero que por aqui as coisas também permaneça no eixo. Felicidades!
Para você também marrentinha!
Me chamou do que? - Me fiz de ofendida.
Marrentinha! - Ele riu
Lagartixa pálida! - Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça. Dando um tapa em seu braço.
Demos um abraço forte e quando eu ia me soltar, Luan me segurou e me deu um beijo longo e cheio de paixão novamente. Por um segundo pensei em desistir da viagem, mas logo me soltei e corri para o carro.
Vamos moço! Rápido, antes que eu desista dessa loucura.
O motorista concordou e seguimos rumo ao aeroporto. - Cheguei cedo, ainda faltava um pouco mais de três horas para o meu vôo. Passei na livraria e comprei um livro para ler durante o vôo e um fone de ouvido já que o meu eu havia destruído. Aproveitei para comprar uns chocolates para comer enquanto aguardava o horário do meu embarque e segui para a fila de Check-in. Não peguei muita fila, eu gostava de viajar pela manhã porque o aeroporto não era tão lotado. Os vôos que saem do meio da tarde até o final da noite costumam ser mais cheios. Despachei a minha mala maior e fiquei apenas com a mala pequena e minha bolsa. Eu sempre levava duas malas. Para qualquer lugar que eu fosse. Levava a pequena com as minhas coisas principais e duas mudas de roupas. Além de colocar toda a minha roupa íntima e nela e pelo menos uns dois calçados. Uma tática de prevenção. Caso a sua mala maior onde está a maioria dos seus pertences e roupas seja extraviada, você nao fica somente com a roupa do corpo. Sempre leve uma mala pequena com pelo menos umas duas mudas de roupas de reserva - Aproveitei as vantagens do clube de milhas do cartão do meu pai e fui aguardar meu vôo em um longe VIP da companhia aérea que era parceira de nossa empresa. Só sai dela, quando anunciaram o embarque que iria iniciar o embarque do meu vôo. Meu vôo teria uma duração de 9 horas, estava previsto para desembarcar no Aeroporto Internacional de Miami às 20:00 . Mas como lá temos um fuso de uma hora a menos, estaria pousando por volta dàs 19:00 . Cá estava tudo certo, e meu pai iria me buscar no aeroporto.
Acordei faltando pouco tempo para o pouso do avião, ainda meio tonta com a latitude. Assim que o avião pousou, eu desci pegando minhas malas e fui de encontro com meu pai que já me esperava no desembarque. Seguimos para nossa casa que ficava cerca de uns vinte minutos do aeroporto. No caminho passamos no Barney's para eu tomar um milk shake. Eu adorava aquele lugar! Era o favorito desde que eu era criança. Eu e meu pai conversamos bastante ele me disse confessou que tinha ido passar um tempo em Miami pois a sua relação com a mamãe estava insustentável e eu concordei com ele. É complemento dizendo que caso eles resolverem ir para um divórcio litigioso, eu ficaria do lado dele. Ele agradeceu meu apoio mas disse que isso não era assunto para mim. Concluiu dizendo que eu estava lá para estudar e para aprender a como ser sua sucessora na empresa...